quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Os russos estão chegando (em Kourou!)

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A companhia europeia Arianespace divulgou uma nota no sábado passado (07) informando que os dois primeiros lançadores russos Soyuz destinados ao centro espacial de Kourou, na Guiana Francesa, já deixaram a cidade de São Petersburgo rumo ao seu destino. A previsão é que os dois foguetes, transportados pelo navio MN Colibri, também usado para transportar os lançadores Ariane 5, cheguem à Kourou dentro de duas semanas. O primeiro Soyuz deve ser lançado ao espaço em 2010.

“Com o Soyuz, ao qual brevemente se juntará o Vega, a Arianespace terá uma família completa de veículos lançadores, capacitando-nos a lançar qualquer carga útil, para qualquer órbita e em qualquer tempo”, destacou o presidente da empresa europeia, Jean-Yves Le Gall.

A versão mais atual do Soyuz, que será operada pelo centro sul-americano, é capaz de inserir em órbitas geoestacionárias satélites de pouco mais de 3 toneladas. Em órbita baixa e média, o lançador deverá atender adequadamente os mercados de satélites e constelações de observações terrestres, científicos e de navegação. A Arianespace já encomendou aos fabricantes russos 14 foguetes Soyuz, quase todos com lançamentos já contratados.

Para conhecerem mais sobre os novos lançadores da Arianespace, acessem a matéria (desatualizada em relação ao ano dos voos de estréia) “Arianespace terá dois novos lançadores em 2009”, disponibilizada no web-site da revista Tecnologia & Defesa em outubro de 2008.
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Novo diretor da AEB quase definido

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Segundo o blog apurou em Brasília (DF), já foi definido o nome do novo Diretor de Transporte Espacial e Licenciamento da Agência Espacial Brasileira (AEB). O nome está há cerca de trinta dias na Casa Civil aguardando uma aprovação final.

De acordo com informações recebidas de fonte que acompanha o processo desde o seu início, o indicado é oficial da reserva da Aeronáutica, com passagem em institutos do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), de São José dos Campos (SP).

O indicado irá ocupar a diretoria antes comandada pelo Brig. Antonio Hugo Pereira Chaves, exonerado no início de setembro em razão de tensa discussão com o diretor-geral da Alcântara Cyclone Space (ACS), Roberto Amaral (saibam mais em "Exoneração do Brig. Chaves da AEB").
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terça-feira, 10 de novembro de 2009

Detalhes sobre o projeto Sentinela

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De tempos em tempos, surgem na imprensa não-especializada notícias sobre o interesse do Ministério da Defesa em contar com uma rede de satélites para vigilância das fronteiras.

A edição nº 5 da revista Espaço Brasileiro, editada pela Agência Espacial Brasileira (AEB), revela mais alguns detalhes sobre a iniciativa, que já teria inclusive nome: Sentinela. As informações estão na resposta de uma das questões feitas na entrevista com Carlos Ganem, presidente da Agência. Ontem (09), o blog também teve a oportunidade de rapidamente conversar com Ganem sobre esse assunto, tendo colhido informações adicionais.

Abaixo, reproduzimos o trecho da entrevista do Ganem publicada na Espaço Brasileiro:

"O monitoramento de áreas terrestres é um ponto importante para que um país consiga soberania. A única forma de observarmos grandes áreas é por meio de satélites. O Brasil, juntamente com a China, já lançou três satélites de imageamento - os CBERS - e lançará outro, em breve. Há algum projeto para a construção de satélites de monitoramente com tecnologia essencialmente brasileira?

Em primeiro lugar, podemos citar a capacidade nacional de desenvolvimento de câmeras ópticas, como as que estão sendo concluídas para os satélites Amazônia e CBERS-3 e 4, pela empresa Opto, de São Carlos (SP). Devemos, ainda, considerar a conclusão da Plataforma Multimissão, que, com as câmeras, comporão satélites de observação inteiramente nacionais.

Em paralelo, a AEB anseia por um satélite de monitoramento e vigilância de suas fronteiras e, sobretudo, das regiões inóspitas onde existem dificuldades de termos bases militares. Esse satélite, o Sentinela, ainda em fase de concepção, seria resultante de tecnologia desenvolvida por empresas da região de São José dos Campos (SP). Ele tem uma característica extremamente funcional, é pequeno, leve e pode dar conta de resolver problemas imediatos no que concerne à segurança e ao monitoramento do nosso território."

Ontem, Ganem informou no seminário que o projeto Sentinela deve ser estruturado por meio de Parceria Público Privada – PPP (mais informações em "Parcerias Público-Privadas para o Setor Espacial"), e também envolverá ao menos duas indústrias brasileiras do polo de São José dos Campos (SP), com transferência de tecnologia, sem revelar os nomes. O presidente da AEB acrescentou que o projeto está no momento em análise no Ministério da Defesa e depois será encaminhado à Agência. Questionado sobre uma data para a sua formalização, informou o ano de 2011.

Com o objetivo de evitar qualquer confusão, Ganem fez questão de frisar que o Sentinela brasileiro não tem relação com o “Sentinel”, da Agência Espacial Europeia, embora ambos os projetos sejam de constelações de observação terrestre.

Participação francesa

A participação francesa no projeto é tida como líquida e certa. Inclusive, em nota divulgada pelo Itamaraty quando da visita de Nicolas Sarkozy ao Brasil em 6 e 7 de setembro desse ano, um dos itens mencionados implicitamente tratava do Sentinela: "O Brasil e a França também concordaram em intensificar o intercâmbio bilateral com vistas a analisar a viabilidade de uma futura cooperação na área de monitoramento das fronteiras terrestres e marítimas do Brasil."

O lance mais curioso do envolvimento francês, no entanto, é que pelo que se tem ouvido nos bastidores, uma das indústrias mais envolvidas com o Sentinela não estava sediada na França, mas sim em outro país europeu.

Opto Eletrônica: imageador de meio metro

No seminário de ontem em Brasília, Jarbas Castro Neto, presidente da Opto Eletrônica, de São Carlos (SP), em dado momento de sua apresentação destacou que a empresa por ele presidida tem capacidade de construir sensores espaciais de imageamento com resolução de meio metro.

Não se sabe se a Opto está ou estará envolvida no projeto Sentinela, mas a informação dada, não provocada e voluntariamente colocada, chamou a atenção de alguns presentes.

Ainda que exista capacidade no País de desenvolver e construir sensores espaciais óticos de alta resolução, o fato é que a grande barreira para de desenvolver sofisticadas câmeras orbitais está no campo dos CCDs de aplicações espaciais, componente que tem poucos fabricantes mundiais.
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Discussões sobre Política Espacial no CAEAT

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Conselho da Câmara discute o Programa Espacial Brasileiro

André M. Mileski

O Conselho de Altos Estudos e Avaliação Tecnológica (CAEAT) da Câmara dos Deputados promoveu ontem (09), em Brasília (DF), o seminário "Por uma Nova Política Espacial Brasileira: Realidade ou Ficção?", que contou com a participação de especialistas e autoridades do governo, indústria e academia. Com o objetivo de colher subsídios para a elaboração de estudo aprofundado sobre a política espacial brasileira, os especialistas debateram pontos críticos sobre as atividades espaciais do Brasil.

O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Carlos Ganem, defendeu a alteração do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE), atualmente em sua quarta revisão, de modo a buscar um trabalho conjunto das instituições envolvidas no programa para os diferentes projetos em andamento. "Não adianta eu ficar insistindo em um conjunto de projetos isolados que não fazem, pela soma dessas parcelas, uma só política nacional, integradora e virtuosa."

Ganem também destacou a intenção da AEB em firmar novos instrumentos de cooperação internacional, tendo mencionado a Coréia do Sul, país que visitou há alguns dias, e o interesse de um grupo europeu em estabelecer parceria para o desenvolvimento de nova versão do Veículo Lançador de Satélites (VLS).

Já na opinião do Deputado Federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), parlamentar muito engajado na área de Ciência e Tecnologia e também relator do estudo em preparação pelo conselho, a sociedade deve conhecer os benefícios trazidos pelos investimentos no setor espacial. "Quando a gente está falando de um grande programa de inclusão digital, nós precisamos do programa espacial, do acesso à comunicação de forma geral, da previsão de catástrofes climáticas ou de eventos extremos. Com isso, nós estamos evitando o sofrimento de milhares de famílias. Tem um impacto social muito grande", disse.

Especialistas também destacaram problemas crônicos que impedem o devido desenvolvimento do programa espacial local, como a falta de pessoal, arranjo institucional do programa, fluxo descontínuo de recursos financeiros e dificuldades burocráticas para a compra de equipamentos e componentes. O pesquisador Edmilson Costa Filho, doutor em Política Científica e Inovação Tecnológica pela Unicamp destacou a falta de foco do programa nacional, alertando sobre a necessidade de se definir políticas e objetivos estratégicos para o setor.

Participaram também o Major-Brigadeiro Ronaldo Salamone Nunes, vice-diretor do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), Jarbas Castro Neto, presidente da Opto Eletrônica, indústria localizada em São Carlos (SP), e Nivaldo Hinckel, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Ao término dos estudos e discussões promovidas pelo conselho, será elaborado um livro, previsto para ser concluído no início de 2010, com um diagnóstico, avaliações, orientações e sugestões ao Poder Executivo para o desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro.

(Com informações da Rádio Câmara - Daniele Lessa)
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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Política Espacial Brasileira na TV Câmara

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Programa Espacial é tema de debate na TV Câmara

09-11-2009

A TV Câmara realizou na manhã desta segunda-feira (9) o seminário “Por uma nova política espacial brasileira: realidade ou ficção”, com a participação do presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Carlos Ganem. O programa, promovido também pelo Conselho de Altos Estudos e Avaliação Tecnológica da Câmara dos Deputados, visava contextualizar o Programa Espacial Brasileiro, dando um panorama sobre seus avanços e necessidades, como por exemplo, recursos humanos e orçamentários, acordos internacionais, entre outros aspectos.

Ganem afirmou a necessidade de se manter o ritmo constante de investimentos, assegurando o crescimento e projetos em andamento, como o Veículo Lançador de Satélites (VLS). “É importante garantir um patamar de recursos que gere resultados a longo prazo”, completou.

Já o deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB/DF), membro da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, declarou que o tema precisa ser melhor debatido na Câmara. “Estamos ampliando a sensibilidade do Congresso Nacional para a questão espacial, até pelo fato de o Conselho de Altos Estudos ter eleito esse tema como prioritário”, comentou.

Para o deputado, a sociedade brasileira precisa reconhecer a relevância estratégica do programa espacial. “Na área da previsão de catástrofes naturais, por exemplo, podemos evitar o sofrimento de milhões de pessoas com o monitoramento por satélites”.

O debate na TV Câmara foi conduzido pelo jornalista André Mileski, editor do blog Panorama Espacial, e ainda com a participação do Major-Brigadeiro-do-Ar Ronaldo Salamone Nunes, vice-diretor do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), do pró-reitor de pós-graduação da Unieuro e consultor do programa AEB Escola, Edmilson Costa Filho, do presidente da empresa Opto Eletrônica, Jarbas Castro Neto, e do líder do grupo de desenvolvimento de propulsores espaciais da Coordenadoria de Engenharia e Tecnologia Espacial do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), José Hinckel.

Fonte: AEB
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domingo, 8 de novembro de 2009

Encontro Empresarial Brasil - Itália

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Acontece no próximo dia 10, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), na capital paulista, o Encontro Empresarial Brasil - Itália, evento que contará com a presença de várias autoridades e industriais dos dois países. Duas empresas italianas com negócios na área espacial participarão de uma rodada de negócios relacionada ao seminário: a Progetti Speciali Italiani srl, e a Avio s.p.a.

A Progetti Speciali Italiani é uma pequena empresa atuante no campo espacial e da produção de equipamentos de alta tecnologia, em especial arquiteturas avançadas para micro e nanossatélites para aplicações duais. Seus principais clientes são a Agência Espacial Europeia (ESA), a Força Aérea Italiana e a Thales Alenia Space. Em sua visita ao Brasil, a empresa busca contatos com instituições governamentais, empresas e institutos de pesquisa do setor espacial, com competências nas áreas de células combustíveis, estruturas compósitas e sistemas.

O grupo Avio tem várias atividades no ramo de propulsão (espacial, civil e militar), serviços, aeronáutica, entre outras. Especificamente em propulsão espacial, a Avio desenvolveu alguns motores do lançador europeu Vega, da Arianespace. No início deste mês, o grupo conquistou contrato, no valor de 13 milhões de euros, para o desenvolvimento do sistema de propulsão líquida da plataforma SMALL-GEO, da alemã OHB Systems. Representantes da Avio desejam se encontrar com indústrias aeroespaciais brasileiras e com o Ministério da Defesa.
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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Início de campanha do VSB-30 na Suécia

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Campanha de Lançamento do VSB-30 V09 e V10 - TEXUS 46 e 47

06/11/2009

Teve início no dia 03 nov, no ESRANGE LAUNCH CENTER - Kiruna - Suécia a Campanha de Lançamento do VSB-30 V09 e V10 - TEXUS 46 e 47, que tem previsão de duração até o dia 23 nov 2009.

O primeiro lançamento (TEXUS 46) está previsto para o dia 13/11/09 e o segundo (TEXUS 47) para o dia 23/11/09.

O TEXUS 46 terá a participação, nos experimentos, da ESA, Kaiser (KT), SSC (Suécia), DLR e JAXA (Japonês). O segundo, TEXUS 47 somente a participação do DLR, Kaiser e SSC (Suécia).

Fonte: IAE/DCTA

Comentário: para ver fotos do VSB-30 em preparação no centro de lançamento de Esrange, acessem http://www.iae.cta.br/noticias/06112009_Campanha_LanCamento_VSB_30.php
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