Segunda-feira, 13 de Julho de 2009

Chasqui I: o CubeSat peruano

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A Universidade Nacional de Ingeniería (UNI), do Peru, com o objetivo de aprimorar suas capacidades em tecnologia espacial, está construindo um nanossatélite baseado na tecnologia CubeSat, denominado Chasqui I. O nanossatélite, considerado o primeiro engenho espacial do Peru, terá massa aproximada de 1 kg, vida útil estimada em dois meses, e será dotado de uma microcâmera (sensor CMOS). Espera-se que seja lançado ao espaço em novembro de 2010, em órbita baixa, a 650 km de altitude. O veículo lançador ainda não foi definido.

Além da UNI, participam da iniciativa a Comisión Nacional de Desarrollo Aeroespacial (CONIDA), a Universidade Aeroespacial da Coréia do Sul, a Agência Espacial Alemã, e a Universidade de Stanford, dos Estados Unidos.

A tecnologia CubeSat é muito utilizada para a construção de satélites universitários, dada a sua simplicidade e baixo custo. Desde o final da década de noventa, dezenas de CubeSats com experimentos científicos, sensores óticos, e de comunicações foram lançados ao espaço.
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Domingo, 12 de Julho de 2009

Imagens SAR para o SIPAM

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Sipam adquire mais 1300 imagens do satélite ALOS

10-Jul-2009

O Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), vinculado à Casa Civil da Presidência da República, está adquirindo aproximadamente 1.300 novas imagens da Região Amazônica, capturadas pelo satélite ALOS (Advanced Land Observing Satellite), em 2008 e 2009. A soma das cenas compradas deve chegar a 3,5 milhões de quilômetros quadrados, o que equivale a quase 70% da área total Região. O Acordo de Cooperação Técnica (ACT) que será assinado com Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) prevê o repasse de R$ 337 mil para aquisição das imagens junto à instituição que comercializa as informações do satélite japonês.

As imagens serão utilizadas para aperfeiçoar o monitoramento das áreas especiais de preservação, prioritariamente nas regiões centro-norte do Amazonas e Pará e a totalidade de Roraima e do Amapá. O coordenador-geral de Operações do Sipam, Fernando Campagnoli, explica que as imagens do satélite ALOS são capturadas independente das condições do tempo. “Considerando que o norte da Região Amazônica está coberto de nuvens em quase todo o ano, as novas imagens permitirão confrontar com as informações ópticas e de radar que já possuímos, construindo um novo padrão de análise das condições da floresta, especialmente nas terras indígenas e nas áreas especiais de preservação”, explica Campagnoli. O Sipam está negociando também uma autorização especial para compartilhar as informações com outros órgãos governamentais dedicados à fiscalização e proteção da floresta. Com isso, a expectativa é aprimorar a qualidade das informações sobre as áreas de preservação e construir uma série histórica que permita medir com maior precisão o avanço ou diminuição do desflorestamento.

Sensores

Segundo informações da página eletrônica do IBGE, o satélite ALOS carrega a bordo três sensores: AVNIR-2, PRISM e PALSAR. Como o Sipam possui tecnologia para capturar imagens óticas semelhantes às produzidas pelo AVNIR-2 e PRISM, a compra será exclusivamente de cenas do PALSAR, que é um radar imageador de abertura sintética, que opera na banda L, com resolução espacial que varia de 10 a 100 metros. O PALSAR possui um modo polarimétrico que é capaz de gerar imagens com polarizações HH, HV, VV e VH. Sendo um sensor de radar, o PALSAR é capaz de gerar imagens mesmo sobre regiões cobertas por nuvens e à noite. O radar do ALOS também possui um modo de observação ScanSAR, que adquire imagens com uma larga faixa de observação (250-350 km), que é especialmente útil para imageamento de grandes áreas de florestas. O AVNIR-2 é um sensor óptico com quatro bandas espectrais (visível e infravermelho próximo) com resolução espacial de 10 metros, projetado para observação de regiões terrestres e costeiras. Já o sensor PRISM opera na faixa da luz visível, com uma banda pancromática e resolução espacial de 2,5 metros.

Fonte: SIPAM

Comentários: a falta de um satélite-radar é uma das grandes carências dos sistemas de observação da Amazônia (DETER e PRODES, do INPE), reconhecida, aliás, pelo próprio diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Gilberto Câmara (leiam a postagem "Entrevista com Gilberto Câmara – Parte II"). A construção de um satélite com sensor SAR está nos planos do governo brasileiro. O INPE estuda e aguarda manisfestações quanto à possibilidade de desenvolvimento conjunto com a Alemanha (MAPSAR), China (CBERS-SAR), ou Argentina, entre outros potenciais parceiros. Recentemente, surgiram notícias sobre um possível interesse do Ministério da Defesa em também contar com um satélite-radar ("Satélite para o Ministério da Defesa").
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INPE na 61ª Reunião da SBPC

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INPE participa da 61ª Reunião Anual da SBPC em Manaus

10/07/2009

Os sistemas de monitoramento da floresta por satélite e os benefícios do programa espacial brasileiro para a Amazônia são alguns dos temas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) na 61ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Sob o tema central “Amazônia: Ciência e Cultura”, o evento acontece de 12 a 17 de julho na Universidade Federal do Amazonas (UFAM), em Manaus (AM).

A abertura oficial acontecerá no dia 12, às 19h, no Teatro Amazonas. No total, o evento contará com 175 atividades, entre conferências, simpósios, mesas-redondas, grupos de trabalho, encontros e sessões especiais, além das cinco sessões de pôsteres, nas quais serão apresentados mais de dois mil trabalhos científicos.

Também acontecem eventos paralelos como SBPC Jovem, cuja programação é voltada para estudantes, e a EXPOT&C, uma mostra de projetos de ciência e tecnologia.

ExpoT&C

O INPE estará no estande Espacial, de 104 metros quadrados, junto com a Agência Espacial Brasileira (AEB) e a Alcântara Cyclone Space (ACS). No estande haverá uma maquete do CBERS, satélite de sensoriamento remoto desenvolvido e produzido em parceria pelo Brasil e China. Suas imagens são usadas no monitoramento do desmatamento e queimadas na Amazônia Legal, de recursos hídricos, áreas agrícolas, crescimento urbano, ocupação do solo e em educação, entre outras aplicações. Neste estande, o público poderá caminhar sobre uma grande imagem da região de Manaus, registrada pelo satélite CBERS.

Também estará exposta maquete do SCD (Satélite de Coleta de Dados), o primeiro projetado e construído pelo Brasil. Haverá ainda uma PCD - Plataforma de Coleta de Dados Ambientais, equipamento que permite, juntamente com os satélites SCD, conhecer o nível e a qualidade da água nos rios e represas, a quantidade de chuva, a pressão atmosférica, a intensidade da radiação solar e a temperatura do ar.

Serão, também, apresentados os programas de monitoramento da Amazônia (PRODES, DETER - Detecção de Desmatamento em Tempo Real e DEGRAD - Mapeamento da Degradação Floresta) através de imagens de satélite e gráficos que apontam a evolução do desmatamento na região.

Programação

Confira alguns destaques da participação de pesquisadores do INPE durante a 61ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC):

Dia 13 - Segunda-feira
Hora: 10h30 às 12h
Local: Faculdade de Direito - Sala 1
Conferência: O QUE A HUMANIDADE DESCOBRIU OLHANDO PARA O CÉU
Conferencista: Augusto Damineli (USP)
Apresentador: João Braga (INPE)

Dia 14 - Terça-feira
Hora:15h30 às 18h
Local: Faculdade de Direito - Sala 1
Mesa-redonda: SATÉLITE DE ÓRBITA EQUATORIAL PARA A AMAZÔNIA
Coordenador: Carlos Sant´Anna (Pq Tec/SJC)
Participantes: Marco Antônio Chamon (INPE), Thyrso Villela (AEB)

Dia 16 - Quinta-feira
Hora:15h30 às 18h
Local: Faculdade de Direito - Sala de Especialização 2
Mesa-redonda: AQUECIMENTO GLOBAL E A AMAZÔNIA
Coordenador: Pedro Leite da Silva Dias (LNCC)
Participantes: Luiz Carlos B. Molion (UFAL), Carlos A. Nobre (INPE), Paulo Artaxo (USP)

Dia 16 - Quinta-feira
Hora: 10h30 às 12h
Local: Faculdade de Direito - Sala 1
Conferência: O BRASIL NA ERA DA ASTRONOMIA ESPACIAL
Conferencista: João Braga (INPE)
Apresentador: Marcio Antônio Geimba Maia (ON)

Dia 16 - Quinta-feira
Hora: 10h30 às 12h
Local: Faculdade de Direito - Sala 6
Conferência: SISTEMAS DE MONITORAMENTO REMOTO DA AMAZÔNIA LEGAL
Conferencista: Dalton Valeriano (INPE)
Apresentador: Alberto Setzer (INPE)

Dia 17 - Sexta-feira
Hora: 10h30 às 12h
Local: FACED - Auditório Rio Alalaú
Conferência: OS BENEFÍCIOS DO PROGRAMA ESPACIAL BRASILEIRO PARA A AMAZÔNIA
Conferencista: Gilberto Câmara (INPE)
Apresentador: José Raimundo Braga Coelho (SBPC - Pq.Tec.SJC)

Dia 17 - Sexta-feira
Hora:15h30 às 18h
Local: FT - Auditório Rio Jutaí
Mesa-redonda: MODELAGEM AMBIENTAL NA AMAZÔNIA: O CASO DA BACIA DO RIO PURUS
Coordenador: João Batista Miranda Ribeiro (UFPA)
Participantes: Wilson Cabral de Souza Jr. (ITA), Andrea Waichman (UFAM), Carlos Frederico de Angelis (INPE)

Minicurso: Dias 14, 15, 16 e 17
Hora: 8h às 10h
Local: ICHL - Sala 17
METODOLOGIA DOS SISTEMAS DE MONITORAMENTO DA AMAZÔNIA
Professor: Cláudio Almeida (INPE)
Nível: Iniciante

Mais informações sobre a 61ª Reunião Anual da SBPC e sua programação completa no site www.sbpcnet.org.br.

Fonte: INPE

Comentário: acerca do painel “Satélite de órbita equatorial para a Amazônia”, que será realizado na próxima terça-feira (14), recomendamos a leitura da postagem “Satélites equatoriais para observação terrestre”, de abril deste ano.
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Sexta-feira, 10 de Julho de 2009

História: SACI-1 e NORAD

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No final da década de noventa, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) desenvolveu o projeto SACI, acrônimo de Satélite de Aplicações Científicas, que previa o lançamento de dois microssatélites para estudos sobre anomalias atmosféricas. O primeiro artefato da série, chamado SACI-1, foi levado ao espaço por um lançador Longa Marcha 4B em 14 de outubro de 1999, em conjunto com o primeiro satélite do programa do Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (CBERS).

A previsão era de que oito horas após a sua injeção em órbita, que se deu 25 segundos após a liberação do CBERS-1, a 761 km de altitude, o SACI-1 fizesse contato com a estação do INPE localizada em Natal, no Rio Grande do Norte, por meio de seu transmissor de bordo, ativado pelo computador de bordo em seguida à separação do último estágio.

Ao passar sobre a região de visibilidade da estação de Natal, a antena do INPE foi apontada em direção ao satélite, não recebendo, porém, qualquer sinal. Outras tentativas de contato, tanto pela estação de Natal como pelas estações de Cuiabá (MT) e Alcântara (MA), as duas últimas do Centro de Rastreio e Controle (CRC/INPE) foram realizadas, sem sucesso.

A impossibilidade de contato com o SACI-1 fez com que o governo brasileiro solicitasse ao governo norte-americano ajuda no rastreio do satélite, com o objetivo de se apurar se o artefato havia sido colocado corretamente em órbita, e se os seus quatro painéis solares teriam sido ativados. Os radares do NORAD (North American Aerospace Defense Command), comando das forças armadas norte-americanas e canadenses responsável pelo rastreio de artefatos no espaço, rastrearam o satélite, confirmando a inserção em órbita bastante próxima à nominal.

Na época, vários veículos de imprensa brasileiros chegaram a noticiar que o NORAD disponibilizaria ao INPE imagens para a identificação da posição e estado do SACI-1, fato que, no entanto, jamais ocorreu. “Esta história [imagens do NORAD] é lenda”, disse ao blog um integrante do INPE que acompanhou o caso.

Após três meses de tentativas mal-sucedidas, o SACI-1 foi considerado oficialmente perdido.

Duas causas para a perda foram consideradas como as mais prováveis: a não-ativação do transmissor de bordo logo após a colocação em órbita, ou a ocorrência de algum problema com a chave de energização do transmissor.

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Eventualmente, publicaremos no blog pequenos artigos com histórias sobre programas espaciais na América Latina. Deste gênero, vejam a história "Brasilsat A2 e a titinha do Senhor do Bonfim", postada em dezembro de 2008.

Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

ACS: "iremos permanecer onde estamos"

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Nos últimos dias, surgiram várias notícias sobre uma possível desativação do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), e construção de um novo centro espacial (muito provavelmente, no estado do Amapá), motivadas por declarações do Ministro da Defesa, Nelson Jobim, e do Presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Carlos Ganem. Apesar destas declarações, Roberto Amaral, ex-ministro da Ciência e Tecnologia e atualmente diretor da empresa binacional Alcântara Cyclone Space afirmou que a ACS ficará dentro da área do CLA.

A afirmação de Amaral consta de reportagem publicada ontem (8) no jornal "O Estado do Maranhão" ("Cyclone Space decide permanecer no CLA", de autoria de Bruna Castelo Branco), : “A Alcântara Cyclone Space vai ficar dentro da área do CLA, pois essa área é suficiente para a realização de nossas atividades. Nós queremos trabalhar em harmonia com os quilombolas e com toda a sociedade de Alcântara e Maranhão”.

Acrescentou ainda: “Da parte da Alcântara Cyclone Space, posso dizer que iremos permanecer onde estamos. Não iremos afetar a área quilombola e o Governo Federal tem que respeitar a decisão judicial. Para nós, é fundamental o entendimento com os quilombolas e com toda a sociedade do Maranhão, processo que está muito adiantado a partir de diálogos, reuniões com líderes comunitários, representantes do governo. Nada irá mudar a nossa decisão”.

Roberto Amaral também disse algumas palavras sobre as perspectivas comerciais da joint-venture ucraniano-brasileira: “A partir de 2011, nossa intenção é fazer seis lançamentos por ano e já estamos negociando com outros países, mas não podemos revelar os nomes, uma vez que mercado espacial é muito concorrido. Seria um tiro no pé”.

De acordo com informações colhidas pelo blog, o cronograma do projeto da ACS não sofreu alterações, e avança conforme o planejado. Em breve, a ACS deverá oficialmente assumir a área cedida pelo Ministério da Defesa dentro do CLA, e aguarda-se para os próximos meses o licenciamento ambiental que permitirá o início das obras de infraestrutura do centro espacial.
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Terça-feira, 7 de Julho de 2009

Satélite para o Ministério da Defesa

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Vigiando a Amazônia

Antes mesmo que o Ministério da Defesa determine o tipo de satélite de observação que pretende adquirir para o sistema estratégico de defesa nacional, os fornecedores desse equipamento travam uma verdadeira batalha. Há dois tipos de satélites militares: os de observação ótica e os que rastreiam as áreas por radar. A China e a Índia, que têm parte do território coberto por nebulosidade, optaram por satélites de radar. Espera-se que o Brasil, que também tem áreas encobertas na Amazônia, faça a mesma escolha. Nos bastidores, movimentam-se a franco-italiana Thales Alenia Space e a franco-alemã EADS.

Fonte: Revista IstoÉ, edição 2069, 08/07/2009
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Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

Astronomia Espacial no Brasil

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No dia 3 de setembro, acontecerá na capital paulista, no Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas, da Universidade de São Paulo (IAG/USP) o 1º Workshop de Astronomia Espacial, evento que organizado e apoiado pela Sociedade Astronômica Brasileira, Instituto Nacional de Tecnologias e Ciências do Espaço (INEspaço), Agência Espacial Brasileira (AEB), e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

O objetivo do workshop é aproximar a comunidade interessada para a discussão de experiências de astronomia espacial envolvendo o Brasil, e outras propostas de projetos futuros, como a construção de um telescópio espacial nacional, a e participação em projetos no exterior.

Embora não sejam tão conhecidos como os programas de satélites de observação terrestre e lançadores espaciais, o Programa Espacial Brasileiro também conta com iniciativas relacionadas à Astronomia. É o caso, por exemplo, da Missão MIRAX, acrônimo de Monitor e Imageador de Raios-X, e do projeto francês CoRot (Convection Rotation and planetary Transits).

O MIRAX será uma das missões do satélite científico Lattes-1, baseado na Plataforma Multimissão (PMM), e em desenvolvimento pelo INPE. Em 2008, o Instituto realizou estudos que comprovaram a viabilidade de se realizar as missões MIRAX e EQUARS (Equatorial Atmosphere Research Satellite) num único satélite, que teria dimensão e massa suficiente para justificar o uso da PMM. Quando em órbita, o que deve ocorrer entre 2013 e 2014, o imageador de raios-X irá estudar a região central do plano galáctico e seus objetos, como estrelas de nêutrons e buracos negros.

O projeto CoRot teve o seu grande marco no final de dezembro de 2006, com o lançamento do satélite baseado na plataforma PROTEUS, da agência espacial francesa (CNES). A contribuição brasileira para missão se deu por meio do uso da estação do INPE, em Natal (RN), para a recepção de dados, e participação de pessoal nas equipes de desenvolvimento de software, e seleção, observação e análise das estrelas a serem observadas pelos sensores do satélite. Sua carga útil é composta por um telescópio e uma câmera de grande campo equipada com quatro detectores CCD, que permitem fotometria de grande campo e ultra alta precisão, com longos períodos de observação nas direções do centro e anti-centro galácticos.
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